Clientes querem que bancos ofereçam acesso mais personalizado a serviços financeiros, aponta estudo da Cisco

SAO PAULO, BRAZIL - (06/22/2012) - A Cisco anunciou globalmente, no dia 20 de junho, os resultados do estudo Omnichannel Banking sobre a evolução dos serviços financeiros multicanais. Conduzido pelo Cisco IBSG (Internet Business Solution Group) com 5.300 consumidores de cinco países desenvolvidos (Canadá, França, Alemanha, EUA e Reino Unido) e de três países emergentes (Brasil, China e México), o estudo mostra que os clientes querem que os bancos ofereçam assessoria financeira e serviços bancários tanto via canais virtuais quanto físicos, dando início a uma nova era do multicanal, com a oferta de serviços de forma mais conveniente e personalizada.

O estudo foi desenvolvido para descobrir as atitudes e preferências dos clientes em relação aos diferentes canais, tanto físicos (pessoalmente em uma agência bancária) quanto virtuais (dispositivos móveis, internet, videoconferência, mídia social, etc). O estudo também recomenda estratégias a serem implantadas pelos bancos para promover rentabilidade e aumentar a satisfação dos clientes.

Principais destaques globais:

  • Apesar da popularidade do banco virtual, os consumidores globais ainda valorizam as agências bancárias para atendimento pessoal e são a favor da expansão dos serviços bancários para inclusão de diferentes tipos de assessoria financeira -- criando oportunidade para a nova era do multicanal.
    • 56% dos clientes de países desenvolvidos e 81% de clientes em mercados emergentes preferem uma agência repleta de recursos de assessoria financeira, que vão além dos serviços bancários "tradicionais" e incluem preparação de impostos, seguros e muito mais.
    • Os clientes rejeitam globalmente a ideia de agências altamente automatizadas com atendimento pessoal e serviços especializados limitados, com 26% dos consumidores dizendo que deixariam seu banco atual caso o atendimento pessoal e a assessoria fossem eliminados de sua agência bancária.
    • Além disso, 65% dos clientes globais disseram que seriam a favor de agências bancárias que oferecessem uma carteira mais extensa de serviços financeiros e de assessoria (educação financeira, legal, em contabilidade, impostos e seguros), ao mesmo tempo em que preferem que operações tradicionais continuem a migrar para outros canais como internet e dispositivos móveis.
    • De forma geral, os consumidores querem usar todas as opções disponíveis físicas e virtuais. Usuários frequentes de canais virtuais também visitam as agências mais frequentemente, com 30% dos usuários de canais bancários virtuais sendo também os visitantes frequentes das agências (+2 visitas por mês)
    • 45% dos clientes são fortemente a favor de uma alternativa de banco totalmente virtual em vez de um em que usariam agências altamente automatizadas com assessoria/atendimento pessoal limitados (23%)

  • A visão dos clientes sobre a evolução de serviços multicanais revela preferências por serviços especializados por canal e variam por região:
    • Agência: 56% dos clientes de países desenvolvidos e 81% dos clientes de mercados emergentes preferem entrar em uma agência bancária para receber atendimento personalizado e uma boa assessoria financeira.
    • Internet: 78% dos clientes de países desenvolvidos e 72% dos clientes de mercados emergentes preferem usar aplicativos bancários via web para operações como pagar contas, gerir contas, verificar extratos, e outras operações básicas.
    • Dispositivos Móveis: 13% dos clientes de países desenvolvidos e 18% dos clientes de mercados emergentes preferem usar aplicativos bancários móveis para acompanhamento de despesas em tempo real, gestão financeira pessoal (PFM) e pagamentos.
    • Vídeo: 23% dos clientes de países desenvolvidos e 43% dos clientes de mercados emergentes veem o uso de videoconferência como uma forma de melhorar a qualidade da assessoria em situações nas quais o acesso a especialistas qualificados é uma preocupação.
    • Mídia social: somente 1% dos clientes em países desenvolvidos e 8% dos clientes em mercados emergentes indicam preferência pelo uso do canal de mídia social para realização de operações bancárias.

  • As preocupações dos clientes sobre a proteção de suas informações pessoais podem se tornar um obstáculo à rápida adoção do omnichannel banking.
    • Preocupações significativas sobre privacidade, segurança e roubo de identidade prevaleceram entre os clientes tanto em países desenvolvidos, 65%, quanto em países emergentes, 53%
    • 42% dos clientes consideram os bancos as instituições mais confiáveis para serem guardiões de suas informações digitais, à frente do governo, 19%, empresas de telecomunicação, 6%, e sites de mídia social, 4%.
    • Uma abordagem opt-in poderia remover obstáculos: 29% dos clientes se opõem a fornecer acesso completo a informações pessoais em troca de propostas de valor, entretanto eles compartilhariam informações pessoais de forma opt-in.

Principais destaques do Brasil

O proclamado fim das agências tem sido exagerado. Os usuários mais ávidos dos canais virtuais -- clientes mais jovens, com mais afinidade com a tecnologia -- também estão entre os que mais visitam as agências.

  • Os usuários de canais virtuais são definidos como os entrevistados que nos últimos dois anos realizaram qualquer das dez transações bancárias pesquisadas usando o site do banco, um aplicativo móvel ou mídia social. No Brasil, 86% dos usuários de canais virtuais são da Geração Y ou da Geração X. 71% são early adopters ou early majority. O número médio de visitas à agência para um early adopter da Geração Y e um early majority da Geração X é 3,1 x / mês e 3,0 x / mês, respectivamente, o que é 19% e 15% acima da média nacional.
    • 34% dos usuários de canais digitais são também visitantes frequentes da agência (mais de duas visitas por mês).
    • 80% dos entrevistados que indicaram que abandonariam seu banco caso suas agências fechassem são também usuários ativos dos canais virtuais.
  • A agência continua a ser o canal preferido para atendimento pessoal e assessoria, incluindo novos serviços.
    • 13% dos clientes afirmam que deixariam seu banco caso consultores e assessoria pessoal fossem eliminados da sua agência bancária.
    • 92% dos clientes dizem que têm interesse de agências bancárias que ofereçam e ampliem a carteira de serviços financeiros e de assessoria (educação financeira, jurídica, contábil, de impostos e seguros).
  • Os clientes também estão abertos a ter assessoria virtual na agência, contanto que a qualidade e personalização não sejam prejudicadas. O vídeo será a base da transformação da agência.

Minhas finanças já são virtuais, cada vez mais móveis, mas ainda não são sociais

  • Os clientes estão interessados na interação com os bancos via vídeo -- no Brasil, 68% comparados a 47% em países desenvolvidos e 78% em países emergentes.

Internet: o canal preferido para transações

  • Hoje, a Internet é o canal virtual preferido para a realização de transações bancárias como gestão de contas e transferência de fundos. A próxima geração de serviços bancários pela internet incluirá vídeo conferência, compartilhamento de documentos e integração de centro de contatos.
    • 82% dos clientes no Brasil (comparados a 77% de clientes em países desenvolvidos e 70% de clientes de mercados emergentes) preferem usar os aplicativos web dos bancos para operações como pagar contas, gerir contas e verificar extratos.

Mobilidade: a promessa do banco integrado na vida dos clientes

  • À medida que o acesso à internet continua a avançar via dispositivos móveis, a mobilidade está rapidamente emergindo como canal bancário.
  • As características preferidas para o banco móvel incluem acompanhamento de despesas em tempo real, pagamentos móveis e serviços com base em localização.
    • 13% dos clientes no Brasil (comparados a 13% em todos os países desenvolvidos e 18% de clientes em mercados emergentes) preferem usar aplicativos bancários móveis para acompanhamento de despesas em tempo real, gestão pessoal de finanças (PFM) e pagamentos.
  • 88% de todos os que preferem usar meios móveis para esses serviços no Brasil são da Geração Y ou da Geração X, e 84% estão familiarizados com a tecnologia.

Vídeo -- Ver para Crer

  • No setor de bancos, o vídeo é um importante facilitador no desenvolvimento de confiança em situações nas quais as pessoas não estão fisicamente disponíveis.
    • 34% dos entrevistados no Brasil (comparados a 23% dos clientes em países desenvolvidos e 39% dos clientes em mercados emergentes) veem o uso da videoconferência com especialistas como forma de melhorar a qualidade da assessoria em situações nas quais o acesso a assessoria de qualidade é uma preocupação.
  • O vídeo é uma característica fundamental e um facilitador da experiência para quiosques bancários sem pessoal, caixas eletrônicos multifunção e bancos virtuais de última geração que chegam a residências e escritórios.
  • O uso do vídeo na vida pessoal dos clientes ou em seu trabalho não está limitado a clientes mais jovens com experiência em tecnologia. O estudo do IBSG da Cisco indica que a Geração X e os chamados usuários de tecnologia "eraly majority" hoje acreditam fortemente no papel do vídeo.
  • 74% de todos os entrevistados no Brasil (comparados a 41% de todos os entrevistados nos países desenvolvidos e 82% dos entrevistados em países emergentes) apresentaram "elevado interesse" (8 ou mais) por um dos três modelos virtuais -- banking pod (unidade de atendimento automatizado), banco virtual ou agência simplificada. 27% dos entrevistados com elevado interesse eram early adopters, comparados a 45% de majority adopter; 40% eram da Geração Y, comparados a 47% da Geração X.

Mídia social -- o potencial está aqui... quando os bancos estarão prontos?

  • O social banking ainda é embrionário e a grande maioria dos clientes reluta em misturar operações bancárias e atividades sociais.
    • Somente 2% dos entrevistados no Brasil (comparados a 1% dos clientes em países desenvolvidos e 8% em mercados emergentes) indicaram uma preferência pelo uso do canal de mídia social para realizar operações bancárias.
  • Um dos principais motivos para a relutância em usar mídia social para operações bancárias é a preocupação sobre privacidade e a falta de controle sobre as informações pessoais.
  • Entretanto, no Brasil, como em outros países emergentes, o uso de mídias sociais recebeu muito mais opiniões positivas do que em países desenvolvidos: 46% dos entrevistados mostraram "elevado interesse" (avaliando o conceito em oito ou mais em uma escala de dez pontos) na avaliação interna de clientes (internal customer sensing), e 27% na avaliação externa de clientes. Apenas 9% dos entrevistados disseram que não compartilhariam informações pessoais com o banco para receber ofertas de produtos personalizados.

Privacidade

  • A preocupação com privacidade, segurança e roubo de identidade prevaleceu entre os entrevistados, apesar de os entrevistados de países emergentes estarem mais abertos a conceitos que requerem o compartilhamento de dados pessoais.
    • Preocupação significativa com privacidade, segurança e roubo de identidade foi registrada em clientes tanto em países desenvolvidos quanto nos emergentes (65% e 53%, respectivamente). No Brasil: 51%.
  • Para evitar dar um passo em falso, é essencial que os bancos tenham como maior prioridade a privacidade, a segurança e o roubo de identidade e implantem muitos dos conceitos omnichannel como serviços opt-in, pelo menos na fase inicial.
  • No Brasil, 42% daqueles que se opõem às propostas de valor que demandam acesso a informações pessoais estariam dispostos a compartilhar suas informações em base opt-in.
  • Igualmente importante é o papel que o banco pode desempenhar como guardião confiável de informações pessoais.
    • 54% dos clientes no Brasil consideram os bancos as instituições mais confiáveis para serem guardiões de suas informações digitais, à frente do governo (14%), empresas de telecomunicação (8%), e sites de mídia social (9%).

Depoimentos:

  • Jorgen Ericsson, vice-presidente, Global Financial Services Practice, Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG)
    "O negócio bancário está se transformando rapidamente devido a mudanças de normas, pressões macroeconômicas, novas demandas dos clientes, avanços tecnológicos e maior concorrência. Uma abordagem fundamentalmente nova para os negócios bancários é necessária com ênfase em uma combinação, tanto em termos de melhorar a experiência dos clientes quanto de simultaneamente reduzir custos. Nosso estudo mostra que os clientes estão prontos para uma nova era dos serviços multicanais".

  • Paulo Abreu, Diretor de Estratégia, Cisco Internet Business Solutions Group (IBSG)
    "O Brasil mostra-se muito receptivo a modelos inovadores de atendimento multicanal, quando comparado a países mais desenvolvidos. Os bancos têm o desafio de se adaptar ao crescimento da classe média no país em um ambiente de alta competitividade e pressão sobre custos. A evolução da oferta multicanal representa uma enorme oportunidade de melhoria da experiência do cliente e aumento de eficiência no mercado brasileiro."

Sobre a Cisco
A Cisco (NASDAQ: CSCO) é líder mundial em redes que transformam o modo como as pessoas se conectam, se comunicam e colaboram. Informações sobre a Cisco podem ser encontradas em http://www.cisco.com. Para notícias, visite http://newsroom.cisco.com.

Informações:
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